Postagens populares
-
A quem imagin(va) o amor como essa clara coisa , nítida. O amor ofusca Estela sempre foi minha melhor amiga. Mesmo ejaculando implicância s...
-
Tema constante em gramáticas e manuais de estilo, a anáfora ultrapassa regras de escrita, de boa redação, pois é mais utilizada no dia-a-dia...
-
o blush, a recusa o preto, a recusa o mundo é esperança, desilude mundo rancor espelho, a moça bela, o tacho brigadeiro. amigas são cactos, ...
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Companhia e Cia
Os edifícios de centro de cidade falsamente o abraçavam e o faziam incompreensivelmente se sentir mais só. O gosto do concreto se misturava à secura da boca, que recebia enojada o sal do suor. Os transeuntes denunciavam seu abandono, quicava, esbarrava almejando toque. Depois via os gestos das bocas que o praguejavam. Vendedores surgiam, vendedoras propostas, todas lindas, de vidro. Até que quase ficticiamente aparecem três ex-colegas da companhia e o arrastam para o fast-food mais próximo. Os sons de seus lábios se misturavam, seus olhos atiravam fúria e questionavam a carteira vazia. Sozinho, viu-se acompanhado e concluiu que o ninho da solidão deve ser a copa de uma megalópole.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Amigo, achei este mais simples, nao simplório, mas o trecho "esbarrava almejando toque "vale toda a leitura.
ResponderExcluirAquele abraco do Burgao!