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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Sedução
Carros de som competiam indecência enquanto as damas do funk ostentavam suas coxas e cavas; cabelos verdes, todos verdes. Calcinhas à mostra beijavam o asfalto urinado. O refrão insano vidrava seus olhos, tremelicando os corpos molhados, suados, salgados, sem alma. Por um ouvido, música ridícula, por outro, ejaculação da mente. A pinga barata já maquiava a vista faminta do sambista quando se lembrou da esposa. Pisando em ovos, abriu a porta. Teresa de roupão era mais nua que a própria nudez. Chapéu coco pra um lado, a calça branca pro outro. Enfim o sambista desejou.
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Cara, me imaginei no Coqueiros. Ou no Alto. Ou no Lavapés.
ResponderExcluirVai escrever bem assim..., dá gosto de ler, saborear cada construção sintática e poética (às vezes uma poética suja, mas inteligentíssima).Cada frase é uma sensação, a descrição perfeita, a narrativa cumpre o ritmo de acordo com o fato. Bom, muito bom!
ResponderExcluirAchei que ia rolar tragédia entre o moço e a dançarina do Funk, cheio de ejaculação da mente.