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domingo, 14 de novembro de 2010

O Coronel, o Predileto e a Paca

Baseado no conto homônimo de Rômulo Resende Reis


Que o Coroné Juvênço era mió que a turma tudo a gente já se dava é por convencido. Tudo dele era mais graúdo que o dos outros memo. Zé da Farmácia e o Doutor Tibúço ficava rabeando, agradando ele. Sou homem disso não, o que eu tenho pra prosear, ponho sentido é na dianteira de caboclo bravo, faqueiro véio e até caxeiro viajante. Dia desses, o Coroné veio com espingarda nova, falou que vinha das Espanha e eu de cara ofereci meu paqueiro, o Predileto. Queria memo é dá outra surra no Coroné e mostrar que nossas garrucha memo dá é conta do recado. O violeiro é que faz a cantiga. Dia da caçada, deixei o homi com a tar da churrasqueta atirá premero que conheço num é de hoje a mira torta do coroné. No momento que as paca desentocaram, o homi mandô brasa e ouvi memo foi a choradera do Predileto. Nunca mais!

2 comentários:

  1. Ainda estou em êxtase com o conto que me enviou, aquilo sim é Literatura _ e Arte _.

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  2. Cara, que beleza. Adoro essa escrita. E cê faz isso muito bem.

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