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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
A Tia
Os dias escorriam estanques pela vida alheia e a janela, cúmplice mais fiel da amargura pálida de Tia. Os ponteiros pontilhavam imóveis enquanto as banhas brancas da Tia escorregavam ao parapeito. O operário pontual, a jovem bela, a vizinhança esbelta, ativa e longínqua debochavam da Tia, invisível. O cigarro, a janela amiga, os doces e o tédio reconstituíam a cada dia a rotina clara e calma do desespero.
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Que desespero, que angústia.
ResponderExcluirAgora escreva A Mãe! rs
ResponderExcluir"Cúmplice mais fiel da amargura pálida (E INVISÍVEL) de Tia"
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