Postagens populares
-
Já estávamos em Minas mas ainda faltava muito para o destino paulista. Goiânia se afastava com as léguas do caminhão lotado de mim. A sede d...
-
Sem garras, espinhos ou presas prendes o medo em teu pustuloso visgo. viveste em teu lutuoso meio, cercado pelo líquido da vida, paradoxo ...
-
Cresci memo é nessas banda de cerrado aqui pros lado do Engenho. Companhia tinha nenhuma não, só essas parede de morro que danava de espiar ...
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
domingo, 19 de setembro de 2010
Loira Gelada
E o gelo choca
Com o calor do lábio,
As papilas a acolhem,
Mãe saudosa
E seu tráfico fluido
Abranda o medo, arrepia,
Costado de rio,
A vertigem rodopia boa,
Sentencia em si e a gula pula.
Todas as ninfas se transbordam,
Escorrem
Seus lábios me encharcam em off
E o círculo gira afoito
Permanece certo,
Engodo matinal
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Poema de Natal
Devorar pernis transeuntes
Escarrar na barba do Noel
Que aperte o off o deus menino
E se cale o jingle bell
Ho ho hoje é dia de ironia
Em transe transam as máscaras
O saco rubro se esvazia com as almas
E se enche de música ridícula
É tempo de esperança sem juros
Que liquida e se divide
Engodo para a consciência...
Que as rolhas se esvoacem em glória
E que haja paciência!
Escarrar na barba do Noel
Que aperte o off o deus menino
E se cale o jingle bell
Ho ho hoje é dia de ironia
Em transe transam as máscaras
O saco rubro se esvazia com as almas
E se enche de música ridícula
É tempo de esperança sem juros
Que liquida e se divide
Engodo para a consciência...
Que as rolhas se esvoacem em glória
E que haja paciência!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Caçada
Desejo, o ímpeto
Dessossego aos poucos
Atormenta, atordoa a toa
Aos passos, poucos, aos pulos
_ Ele passa, diz a lenda!
Desalenta, desatenta
Desejança!
Saio, sem sol, sem sal
Suspirejo...só!
A saia...
Eu olho, me olho, o olho
Aos passos, poucos, aos pulos
Me envolvo, empolvo a presa, o faro
Esmago, entalo, enfaro
Saia...
Sou preso, sou presa, surpresa
O povo, o polvo, a prova
Dever...
Manter o que?
Dessossego aos poucos
Atormenta, atordoa a toa
Aos passos, poucos, aos pulos
_ Ele passa, diz a lenda!
Desalenta, desatenta
Desejança!
Saio, sem sol, sem sal
Suspirejo...só!
A saia...
Eu olho, me olho, o olho
Aos passos, poucos, aos pulos
Me envolvo, empolvo a presa, o faro
Esmago, entalo, enfaro
Saia...
Sou preso, sou presa, surpresa
O povo, o polvo, a prova
Dever...
Manter o que?
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Alto Conhecimento
locus horrendus
avesso do mundo
canhoto sem causa,
na contramão...
conheça-te a ti mesmo
soluço não pára
soluço pra dentro
soluço de pedra,
soluço não sai...
conheça-te a ti mesmo
corrente contrária
sol na moleira
fardo no lombo,
peleja de morro...
conheça-te a ti mesmo
engula o engodo!
entale com o resto!
conheça-te a ti mesmo
mas não me fui apresentado...
avesso do mundo
canhoto sem causa,
na contramão...
conheça-te a ti mesmo
soluço não pára
soluço pra dentro
soluço de pedra,
soluço não sai...
conheça-te a ti mesmo
corrente contrária
sol na moleira
fardo no lombo,
peleja de morro...
conheça-te a ti mesmo
engula o engodo!
entale com o resto!
conheça-te a ti mesmo
mas não me fui apresentado...
domingo, 27 de setembro de 2009
Trivial
sob a lata e o sol,
cimento e sonho...
sigo a sina,
a espera da sena
meu time vencer
a esposa esquecer
do porre passado.
no bar...
a mentira consente,
resto de gente.
caninha pra dentro
rabada no peito
porrada na cara.
cimento e sonho...
sigo a sina,
a espera da sena
meu time vencer
a esposa esquecer
do porre passado.
no bar...
a mentira consente,
resto de gente.
caninha pra dentro
rabada no peito
porrada na cara.
domingo, 20 de setembro de 2009
Esféricas
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Quase Unânime
todo limpo é quase sujo
toda transa é quase um fim
todo sempre é quase nunca
todo fora é quase um sim
todo piso falta um brilho
todo ácido falta cal
todo lápis falta ponta
toda sopa falta sal
toda trave é quase um gol
todo furto é quase cela
todo frango é quase galo
toda bicha é quase ela
toda boca pede boca
todo encontro pede menta
toda porta pede unto
todo pai pede pimenta.
toda transa é quase um fim
todo sempre é quase nunca
todo fora é quase um sim
todo piso falta um brilho
todo ácido falta cal
todo lápis falta ponta
toda sopa falta sal
toda trave é quase um gol
todo furto é quase cela
todo frango é quase galo
toda bicha é quase ela
toda boca pede boca
todo encontro pede menta
toda porta pede unto
todo pai pede pimenta.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Vocês
Você vem
Você me tem
Você é quem?
Você meu bem
Você aquém.
Você vem cá
Você vá
Você pra lá
Você não é,
Você está...
Você não há
Você me tem
Você é quem?
Você meu bem
Você aquém.
Você vem cá
Você vá
Você pra lá
Você não é,
Você está...
Você não há
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
La Febbre
há febres que não são ditas
frases que nunca se curam
Ah, o silêncio tagarela dos olhos...
mas como crer na verdade
se a certeza incomoda?
...de pedra!
Entender o que se não há dúvida,
Se de perto nada é correto?
frases que nunca se curam
Ah, o silêncio tagarela dos olhos...
mas como crer na verdade
se a certeza incomoda?
...de pedra!
Entender o que se não há dúvida,
Se de perto nada é correto?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Amor Moderno
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Papo de Escorpião
nasce senhor de si o ódio,
de monstro onipotente a salvação da lavoura
o inseto te recebe,
glamouroso ódio,
com o espasmo de um vencedor
e te despeja,
sobre o pobre cordeiro,
com a ânsia de um orgasmo
de monstro onipotente a salvação da lavoura
o inseto te recebe,
glamouroso ódio,
com o espasmo de um vencedor
e te despeja,
sobre o pobre cordeiro,
com a ânsia de um orgasmo
Moça Feia
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Apresentação
Lira Perecível
poeto com a
efemeridade de
tudo que me
perturba, trem passageiro...
chinelos, choros
dadá ou risos,
antes da tinta
é só o ovo
num átimo
procuro a pena,
mas o vento
varre a ideia,
lambida de onda
poeto mil poemas
por minuto, mas
tal qual jogo
de espelho se
desfazem.
Giu
poeto com a
efemeridade de
tudo que me
perturba, trem passageiro...
chinelos, choros
dadá ou risos,
antes da tinta
é só o ovo
num átimo
procuro a pena,
mas o vento
varre a ideia,
lambida de onda
poeto mil poemas
por minuto, mas
tal qual jogo
de espelho se
desfazem.
Giu
Assinar:
Postagens (Atom)


