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Já estávamos em Minas mas ainda faltava muito para o destino paulista. Goiânia se afastava com as léguas do caminhão lotado de mim. A sede d...
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Desejo, o ímpeto Dessossego aos poucos Atormenta, atordoa a toa Aos passos, poucos, aos pulos _ Ele passa, diz a lenda! Desalenta, desatenta...
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Existe uma figura que sempre me chamou a atenção (será que por alguma semelhança?) em muitos ambientes em que frequento. Geralmente este tip...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Espera
Sá Firmina costura a solidão desde a morte da mãe. Silenciosa, vive grisalha e macambúzia na Serra do Taboão. Os olhos duros excediam recusa e aflição, esperneavam em vão. Meias longas, pano na cabeça, pele rubra e amarrotada pelo tempo e dor. Seu Moacir tinha enviuvado de véspera. Então Sá Firmina mancou com um pano branco e demodé até à casa da Cida Costureira.
sábado, 17 de abril de 2010
Kitsch
Foi tudo em função de um simples esquecimento de mãos. Na verdade foram pernas, por baixo da mesa de bar. A duração do primeiro beijo só não se comparou à do olhar inquieto e monótono. Nesse caso a noite de insônia nasceu pra não se acabar e acabando jamais acabo o conto mais clichê que nunca escrevi.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Manchetes
23/10/2048
FOLHA DE MINAS
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“Sancionada nova lei que regulamenta a reforma ortográfica. Estão extintos os acentos da língua portuguesa.”
“Manifestação dos cágados, contrários à reforma, provoca morte no sul do estado”
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