Postagens populares
-
Os olhinhos velozes deslizavam o diário, como se ainda fossem virgens. O papel de bala precisava a data daquele encontro, cheio de rugas. El...
-
No andar abaixo de onde moro, reside numa espécie de pensão de terceira uma senhora com os olhos tristes, quase dominicais. O peso da inérci...
-
Baseado no conto homônimo de Rômulo Resende Reis Que o Coroné Juvênço era mió que a turma tudo a gente já se dava é por convencido. Tudo de...
domingo, 19 de junho de 2011
Tire os pés do chão
A letra vaga do axé golpeava como os socos, vão, enumerando-se pela multidão anônima, alheia. Sua boca grisalha clamava por companhia enquando a outra boca ria. Um genocídio existencial tirava os pés do chão e enchia de poeira sua roupa boy. Travestido em sua própria juventude, sentia o gosto de Danone depois dos beijos-relâmpago, beijos-recorde que sumiam como somem os próprios sonhos. Madruga terminando, dia-a-dia clareando, kitinete esperando. O abadá suado não tiraria o sal dos olhos, das rugas.
Assinar:
Comentários (Atom)