Que o Coroné Juvênço era mió que a turma tudo a gente já se dava é por convencido. Tudo dele era mais graúdo que o dos outros memo. Zé da Farmácia e o Doutor Tibúço ficava rabeando, agradando ele. Sou homem disso não, o que eu tenho pra prosear, ponho sentido é na dianteira de caboclo bravo, faqueiro véio e até caxeiro viajante. Dia desses, o Coroné veio com espingarda nova, falou que vinha das Espanha e eu de cara ofereci meu paqueiro, o Predileto. Queria memo é dá outra surra no Coroné e mostrar que nossas garrucha memo dá é conta do recado. O violeiro é que faz a cantiga. Dia da caçada, deixei o homi com a tar da churrasqueta atirá premero que conheço num é de hoje a mira torta do coroné. No momento que as paca desentocaram, o homi mandô brasa e ouvi memo foi a choradera do Predileto. Nunca mais!
Postagens populares
-
Cresceram juntas Joana e Clara na mesma rua; filhas de pais humildes, frequentaram os anos iniciais na mesma escolinha. Foi quando Clara gan...
-
nasce senhor de si o ódio, de monstro onipotente a salvação da lavoura o inseto te recebe, glamouroso ódio, com o espasmo de um vencedor e t...
-
Vida cigana de caminhoneiro costura rodovia com agulha eremita, saudade vem aos poucos, goteira persistente em balde vazio. Faltavam dois di...
domingo, 14 de novembro de 2010
O Coronel, o Predileto e a Paca
Baseado no conto homônimo de Rômulo Resende Reis
Que o Coroné Juvênço era mió que a turma tudo a gente já se dava é por convencido. Tudo dele era mais graúdo que o dos outros memo. Zé da Farmácia e o Doutor Tibúço ficava rabeando, agradando ele. Sou homem disso não, o que eu tenho pra prosear, ponho sentido é na dianteira de caboclo bravo, faqueiro véio e até caxeiro viajante. Dia desses, o Coroné veio com espingarda nova, falou que vinha das Espanha e eu de cara ofereci meu paqueiro, o Predileto. Queria memo é dá outra surra no Coroné e mostrar que nossas garrucha memo dá é conta do recado. O violeiro é que faz a cantiga. Dia da caçada, deixei o homi com a tar da churrasqueta atirá premero que conheço num é de hoje a mira torta do coroné. No momento que as paca desentocaram, o homi mandô brasa e ouvi memo foi a choradera do Predileto. Nunca mais!
Que o Coroné Juvênço era mió que a turma tudo a gente já se dava é por convencido. Tudo dele era mais graúdo que o dos outros memo. Zé da Farmácia e o Doutor Tibúço ficava rabeando, agradando ele. Sou homem disso não, o que eu tenho pra prosear, ponho sentido é na dianteira de caboclo bravo, faqueiro véio e até caxeiro viajante. Dia desses, o Coroné veio com espingarda nova, falou que vinha das Espanha e eu de cara ofereci meu paqueiro, o Predileto. Queria memo é dá outra surra no Coroné e mostrar que nossas garrucha memo dá é conta do recado. O violeiro é que faz a cantiga. Dia da caçada, deixei o homi com a tar da churrasqueta atirá premero que conheço num é de hoje a mira torta do coroné. No momento que as paca desentocaram, o homi mandô brasa e ouvi memo foi a choradera do Predileto. Nunca mais!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Ainda estou em êxtase com o conto que me enviou, aquilo sim é Literatura _ e Arte _.
ResponderExcluirCara, que beleza. Adoro essa escrita. E cê faz isso muito bem.
ResponderExcluir